Eleições na Bolívia representam vitória para a democracia (Estadão)

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Candidatos derrotados prontamente reconheceram os resultados, em sinal de amadurecimento politico.

O primeiro turno das eleições presidenciais bolivianas, no domingo passado, representou um verdadeiro terremoto político: depois de quase duas décadas de domínio do Movimiento al Socialismo (MAS) sob Evo Morales (2006–2019) e Luis Arce (2020–2025), os três candidatos mais bem colocados no pleito recente são de direita.

O senador Rodrigo Paz Pereira, de centro-direita, obteve 32,1%; o ex-presidente conservador Jorge “Tuto” Quiroga, 26,9%; e o empresário Samuel Doria Medina, também de centro-direita, 19,9%. O principal candidato de esquerda, Andrónico Rodríguez, ficou com 8,1%.

Assim que os resultados foram divulgados, Medina e Rodríguez reconheceram publicamente suas derrotas, em contraste com os pleitos traumáticos nos EUA em 2020 e no Brasil em 2022, quando Donald Trump e Jair Bolsonaro, respectivamente, não apenas se recusaram a aceitar o resultado, mas também mobilizaram seus seguidores para questionar a legitimidade dos vencedores. Rodríguez escreveu nas redes sociais, ainda na noite do pleito: “Aceitamos com respeito esta decisão democrática, porque sempre defendemos a voz soberana do nosso povo.” Medina, por sua vez, declarou apoio a Paz Pereira no segundo turno.

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