Fracasso de França e Rússia em estabilizar o país africano acelerou a consolidação jihadista no coração do Sahel, que se estende entre o Saara, ao norte, e as savanas, ao sul
Nos últimos dias, o Mali voltou a ocupar as manchetes por motivos alarmantes. O grupo jihadista Jama’at Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), ligado à Al-Qaeda, cercou a capital, Bamaco, bloqueou estradas por onde chegam combustíveis e paralisou a cidade.
É um colapso trágico em câmera lenta que não começou agora. Em 2013, a França interveio para expulsar jihadistas do norte do país, mas perdeu fôlego político e apoio local. Em 2022, Paris encerrou a missão e se retirou.
O vazio foi preenchido por mercenários russos — primeiro o Wagner, depois o Africa Corps, ligado ao Ministério da Defesa russa, que também não conseguiram estabilizar o país.