Trump não conseguirá afastar a América do Sul da China (Estadão)

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Eleição em Honduras ocorreu sob forte proteção policial

Até mesmo presidentes pró-Trump sabem que relações econômicas com Pequim são imprescindíveis

A recente Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos simboliza uma inflexão histórica na forma como Washington lida com a América Latina. Após cerca de 35 anos de relações relativamente cooperativas, Donald Trump retoma, de forma explícita, a lógica da Doutrina Monroe ao tratar a região como esfera de influência americana — um enquadramento que, nos séculos 19 e 20, serviu para justificar intervenções políticas e militares recorrentes.

Tudo indica que, enquanto Trump estiver na Casa Branca, esse será o novo normal: isso envolve, em primeiro lugar, tentativas abertas de influenciar eleições, como visto recentemente na Argentina e em Honduras. Pouco antes das eleições legislativas argentinas, Trump chegou a oferecer US$ 20 bilhões para estabilizar a economia em outubro, mas condicionou o apoio a um bom resultado para Javier Milei.

Nas eleições presidenciais hondurenhas em novembro, chegou a apoiar o candidato conservador Nasry Asfura, sob a ameaça de que Washington reduziria seu apoio se outro candidato fosse eleito. Em segundo lugar, é provável que tenham vindo para ficar a ampla presença militar permanente no Caribe e a pressão para derrubar os regimes da Venezuela, de Cuba e, possivelmente, da Nicarágua.

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