
Preocupação com a violência fortalece a direita, mas o baixo crescimento mantém o pêndulo político em movimento
Nos últimos meses, a política latino-americana tem presenciado uma expressiva guinada à direita. No Chile e em Honduras, os conservadores José Antonio Kast e Nasry Asfura, respectivamente, venceram as eleições presidenciais. Na Argentina, Javier Milei se viu fortalecido após obter um bom resultado nas eleições legislativas, e a Bolívia encerrou quase 20 anos de governo socialista com a eleição de um presidente centrista.
São mais quatro casos de ascensão da direita que se juntam a líderes já consolidados como Daniel Noboa no Equador, Santiago Peña no Paraguai e Nayib Bukele em El Salvador.
Eleições marcadas para 2026 podem aprofundar essa tendência. Candidatos de direita estão bem posicionados em pesquisas na Costa Rica (fevereiro), no Peru (abril) e na Colômbia (maio), impulsionados principalmente pela insatisfação popular com os altos índices de criminalidade e a estagnação econômica.