
Para investidores que buscam diversificar seus portfólios e aumentar resiliência, a região torna-se cada vez mais atraente.
Em um momento em que o mundo está mergulhado em uma sucessão de crises, a geopolítica deixou de ser um risco periférico para se tornar um fator central na tomada de decisões econômicas. As guerras envolvendo países como Ucrânia, Rússia, Irã, Israel, Estados Unidos, Líbano, Sudão, Iêmen, Mianmar, Paquistão, Afeganistão e República Democrática do Congo — parte de cerca de 60 conflitos armados com participação estatal atualmente em curso no mundo, segundo o Peace Research Institute Oslo (PRIO) — indicam que a instabilidade internacional não é mais uma exceção; tornou-se uma regra.
É justamente nesse cenário que a América Latina ganha destaque. Tradicionalmente associada a desafios como corrupção, desigualdade e crime organizado, a região passa hoje a ser vista sob uma nova lente: a de um espaço relativamente protegido das tensões geopolíticas que marcam outras partes do mundo. Em um sistema internacional cada vez mais imprevisível, essa característica passou a ser uma vantagem estratégica.